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Violência doméstica: cultura da violência

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

O Brasil está no ranking, mas não devemos comemorar: É o quinto país mais violento contra a mulher do mundo, sendo que 13 mulheres morrem todos os dias nas mãos de homens.

3 OUT 2017 · Leitura: min.
Violência doméstica: cultura da violência

As violências contra as mulheres podem tomar diversos formatos: agressões físicas, verbais, assédio, estupro, violência psicológica, Violência verbal, exploração sexual, feminicídio. Ela é persistente e está em diversos países, sendo que culturas locais podem dar subsidio à violência, já que é esta que vai definir o que é violência ou não.

Estudos mostram que 1 em cada 3 mulheres já sofreram violência, sendo que há 1 estupro a cada 11 minutos, 1 feminicídio a cada 90 minutos, 5 espancamentos a cada 2 minutos, no Brasil.

A desigualdade de gênero ainda está no cerne da violência contra a mulher, já que ela põe um lugar para o homem e outro para a mulher, que na maioria das vezes é de desvalorização, e dá poder ao homem, este crendo que assim pode humilhar e violentar a mulher, a qual é objetificada por este parceiro ou familiar. Um exemplo claro e institucionalizado disso é que, entre 1916 e 2002 havia uma lei em que mulheres casadas eram consideradas "incapazes", dando direito ao marido assinar por elas.

A cultura da masculinidade impede que os homens sejam rejeitados por mulheres, o que também incentiva a cultura da violência. Por outro lado, temos também a cultura da feminilização, onde mulheres se apresentam de forma hipersexualizadas. Podemos perceber que com estes papeis de masculinidade e feminilidade rígidos faz com que a violência são só aconteça, mas se perpetue já a forma que as meninas se apresentam aos meninos os excita, e estes não estão dispostos a ouvirem uma negativa. Este papel da mulher (lembrando: colocado pela cultura de hipersexualizar para ser valorizada!) pode, muitas vezes, levar a esta se calar caso haja alguma forma de violência. Ela pode até mesmo não reconhecer como tal. Outras vezes, pode ser discriminada por aqueles que deveriam acolhe-las, nos serviços de apoio a vítima ou delegacia.

O que fazer para prevenir? Precisamos conhecer. Precisamos saber que, apesar da imposição cultural que nos é apresentada todos os dias, isto também é mutável e estes papéis vem se modificando todos os dias. Ensinar nossos filhos, desde de pequenos, o que é igualdade de gênero, respeito à mulher, ensinar à nossas filhas o respeito com o próprio corpo, o direito que esta tem em ser o que quiser, além de cobrar mudanças do Poder Publico quanto a esta questão, investindo não apenas no Apoio as Vítimas (que é de total importância) mas antes disso, dando base segura à população, oferecendo medidas preventivas.

Apesar de tanto avanço no espaço que a mulher conquistou e conquista até hoje, esta batalha está longe de acabar. Se você sofre com a violência doméstica ou conhece alguém que está passando por esta triste realidade, procure ajuda! Procure a Delegacia da Mulher da sua cidade ou por telefone no número 180. A ajuda terapêutica nestes casos também é essencial para refletir e ressignificar um relacionamento que machucou tanto

Escrito por

Elisa Canellãs Lengler

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