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Vamos conversar sobre depressão?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

A depressão deve se tornar um dos distúrbios mais incapacitantes até 2020. A questão tem chamado a atenção da OMS, que trabalha o tema como uma prioridade no Dia Mundial da Saúde.

6 Abr 2017 · Leitura: min.
Vamos conversar sobre depressão?

O brasileiro é povo mais feliz do planeta! Será? Muitos podem afirmar que sim, mas, pelo menos nos dias atuais, a realidade parece ser bem diferente. Dados de 2015 confirmam que 5,8% da população do Brasil sofre com depressão, contra 4,4% da média mundial. Nosso país registrou o índice mais alto de toda a América Latina.

De maneira direta, o percentual significa que ao redor de 11,5 milhões de pessoas convivem diariamente com o problema. As informações são da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgadas em relatório no início de 2017. A entidade, aliás, escolheu a depressão como tema central do Dia Mundial da Saúde deste ano, celebrado amanhã, 7 de abril.

Vale lembrar que os números podem ser ainda mais altos. Isso porque, como afirmam especialistas, muitos casos não são diagnosticados e deixam de fazer parte das estatísticas oficiais. Ocorre, basicamente, por dois motivos:

  • a falta de políticas públicas adequadas,
  • e o preconceito, que ainda é uma realidade que precisa sem combatida, e faz com que muitos evitem falar sobre o problema.

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Depressão que incapacita

A depressão também tem se tornado um desafio para a saúde pública. Isso é o que mostram dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os quais afirmam que a doença já é um dos 4 motivos que mais causa afastamento do trabalho no Brasil. Somente em 2015, foram 60 mil casos. E a perspectiva é de aumento, segundo prevê a OMS.

Diante de uma perspectiva assim, a própria organização trabalha para conscientizar os países sobre a importância de oferecer tratamento e acompanhamento adequado a quem convive com a depressão. Em 2016, a OMS divulgou um estudo no qual afirma que a cada US$ 1 investido no tratamento da depressão e da ansiedade, a sociedade ganharia US$ 4 em economia de saúde, assim como em capacidade de trabalho.

Quais os principais sintomas da depressão?

O primeiro passo aqui é saber separar o que é depressão de uma tristeza passageira. Como explicam psicólogos especializados em quadros assim, quem enfrenta uma tristeza prolongada, sempre sente um impacto na disposição para fazer tarefas do dia a dia. O problema impede a pessoa de sair de casa para algum compromisso, a fome deixa de existir, é invadida por um sentimento de incapacidade e, em alguns casos, pode inclusive perder a vontade de viver.

Os sinais de avanço da doença podem ser físicos e psicológicos:

  • apatia
  • cansaço fácil
  • irritabilidade
  • dificuldade de concentração
  • problemas para dormir
  • medo e insegurança
  • desamparo e uma atitude de desesperança
  • dores de cabeça e no corpo
  • diminuição do desejo sexual
  • pressão no peito
  • interpretação distorcida da realidade, com atitude negativa
  • esquecimentos, dentre outros.

O que fazer para ajudar?

A depressão pode ser desencadeada por alguma situação traumatizante ou estressante, assim como por questões genéticas ou de desequilíbrio químico cerebral. Sendo assim, é fundamental que a pessoa seja acompanhada por psicólogo.

Por ser um quadro crônico, além do acompanhamento psicoterápico, normalmente existe a necessidade de um trabalho conjunto com o uso de medicamentos indicados por um psiquiatra.

Ademais, é fundamental que a pessoa que convive com a depressão tenha sempre o suporte da família e amigos. A socialização é muito importante. Por isso, convidar a pessoa para atividades esportivas, para ir ao parque ou cinema, por exemplo, são conselhos muito recomendados por psicólogos.

Também é necessário ficar de olho e checar se a pessoa está seguindo todas as recomendações, principalmente quando há a necessidade do uso de medicamentos. Ter depressão significa perder qualidade de vida, lutar contra o mal-estar, mas isso não precisa durar para sempre. O importante é dar o passo rumo ao tratamento e à cura.

Fotos: por MundoPsicologs.com

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Comentários 1
  • Cassia Medeiros

    bom, todos os dias eu acordo, entendeu o problema? todos os dias eu acordo, eu so queria acabar com essa dor que eu to sentindo, uma das partes mais ruins da minha vida é eu ter que ir pra escola, la eu me sinto um lixo, é como ce ninguém quisesse conversa comigo sei lá, e não eu não sofro buling, sim eu tenho amigos, mais nenhum deles me entendem, eu tenho ansiedade, eu não me importo mais, eu não sinto vontade de comer, eu até adoeci e fui para no hospital por conta que eu não estou me cuidando direito,eu já tentei tirar minha vida mais não teve sucesso, tomei 4 remédios e não consegui tomar o resto porque tive medo do que poderia acontecer depois, bom é isso, eu odeio minha vida, e eu preciso acabar com tudo isso.