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Um diálogo entre as disfunções sexuais e a Getalt-Terapia

<strong>Artigo revisado</strong> pelo

Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

A sexualidade é inerente ao ser humano. Está presente desde o nascimento, desde os primórdios da civilização e após tantos avanços históricos, filosóficos e​ socioculturais.

18 Mar 2015 · Leitura: min.
Um diálogo entre as disfunções sexuais e a Getalt-Terapia

A sexualidade é inerente ao ser humano. Está presente desde o nascimento, desde os primórdios da civilização e após tantos avanços históricos, filosóficos e socioculturais. Sua relevância cresceu absurdamente na área da saúde e na vida cotidiana.

A sexualidade está relacionada não só a fantasias e erotismo. Envolve afeto, sintonia entre o casal, confiança, intimidade e liberdade para expressar o que se sente no momento da relação. Quando o sujeito ou o casal se depara com alguma dificuldade na prática sexual, é natural que surja preocupação, angústia e ansiedade.

Chamamos de disfunção sexual, a dificuldade sentida por uma pessoa ou pelo casal, podendo ser de ordem de desejo, excitação ou orgasmo e deve-se apresentar de forma recorrente. Alguns exemplos das disfunções sexuais mais comuns são a anorgasmia, ejaculação precoce, vaginismo, disfunção de desejo sexual, disfunção erétil, entre outras.

A etiologia das disfunções sexuais tem diversas origens, podendo ser desencadeada por fatores orgânicos ou psicossociais. Quando falamos de questões fisiológicas, podem envolver doenças de má formação congênita, alterações hormonais, consumo de drogas, anabolizantes, dentre outros. Quanto aos fatores psicossociais estão presentes as falsas crendices, tabus, religiosidade, medos, experiências traumáticas, ansiedade, depressão, culpa, falta de intimidade consigo mesmo ou com o parceiro, falta de informação, insegurança, educação rígida, baixa estima, estresse, insatisfação com o próprio corpo, entre outros. Apesar das causas estarem divididas entre biológicas ou psicossociais, esta última praticamente predomina sobre os casos pesquisados.

O tratamento é realizado basicamente através de psicoterapia e varia de caso a caso. É indispensável orientar o cliente a investigar questões biológicas com a especialidade médica específica, a fim de confirmar ou eliminar esta hipótese e a partir daí, focar no tratamento mais adequado.

A Gestalt-terapia contribui para o tratamento das disfunções sexuais, atuando sobre os aspectos psicológicos, socioculturais e relacionais do cliente. O gestalt-terapeuta poderá dar suporte para que o mesmo construa seu próprio olhar sobre a sexualidade, reintegre seus processos emocionais e desconstrua falsas crendices que podem estar interferindo na expressão da sexualidade.

A Gestalt irá trabalhar desenvolvendo um olhar holístico e não o enquadrando o cliente em um diagnóstico de "frigidez", por exemplo. O sintoma não deve ser visto isoladamente e, sim, um ser humano dentro de um contexto social, que influencia e é influenciado, onde a disfunção sexual é apenas um dos elementos que compõe a vida deste ser, portanto, é primordial conhecer a pessoa e não simplesmente tratar a patologia.

O enfoque da Gestalt não será modificar esse comportamento e sim aprender o que este sintoma diz sobre o sujeito, pois, a Gestalt acredita que esta pessoa age na vida da mesma forma que age em relação sua sexualidade. De acordo com a abordagem gestáltica, o homem é compreendido como uma unidade integrada, que tende a um equilíbrio natural. Desta forma, a Gestalt-Terapia entende o sintoma como a melhor forma que sujeito encontrou para lidar com uma situação causadora de sofrimento e alcançar este "equilíbrio". Em outras palavras, o indivíduo, na busca da satisfação completa das suas necessidades, ajusta-se ao meio.

Um ponto extremamente importante é verificar como anda a comunicação entre o casal, no caso de comunicação insuficiente ou distorcida. O estímulo à comunicação entre ambos é primordial para fortalecer a confiança, esclarecer questões, ampliar a intimidade e até perdoar-se. Desenvolver esta habilidade no casal será importante não só para lidarem com a sexualidade em si, mas para potencializar o relacionamento como um todo.

Durante o processo terapêutico, o gestalt-terapeuta, através da relação estabelecida com a cliente ou casal, se for caso, irá atuar como um facilitador desse processo de autoconhecimento, acompanhando-os no processo de ampliação da awareness, isto é, a consciência de si próprio. Acredita-se que a mudança e o desenvolvimento pessoal deste indivíduo ou casal possam ocorrer a partir do contato que ele estabelece com o outro e consigo mesmo.

Foto: por Tamara Álvarez (Flickr)

Escrito por

Mariana Zieza

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Comentários 2
  • Equipe MundoPsicologos.com

    Olá Patrícia, a melhor forma de conseguir respostas para sua dúvida é perguntar aos especialistas cadastrados, na seção de Perguntas do portal. Att. Equipe MundoPsicologos.com

  • Patricia

    Olá, meu nome é Rosi sou casada há quase 20 anos, amo meu esposo, mas não nos damos bem sexualmente, pois nunca consegui ter um orgasmo, não tenho coragem de dizer isso a ele, pois sempre fingi, apesar de que na maioria das vezes acho que ele deve perceber, porque não faço muito esforço para enganar ele. Mas sei que na verdade prejudico a mim mesmo e não ele. Não sei o que fazer, já procurei um psicólogo uma vez, faz muito tempo, que disse que o tratamento demoraria por volta de 2 a 3 anos, sendo que cada consulta era por volta de R$ 300. Infelizmente não tive como bancar, pois minhas condições financeiras não eram favoráveis. Sei que deveria contar para meu esposo, mas nunca tive coragem. O que devo fazer? Obrigada!