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Transtorno por déficit de atenção e hiperatividade - TDAH

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

O transtorno por déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é o transtorno mental mas frequente em crianças de 5 a 10 anos de idade.

30 MAR 2015 · Leitura: min.
Transtorno por déficit de atenção e hiperatividade - TDAH

O transtorno por déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno mental de origem neurobiológico, que afeta a crianças, adolescentes e adultos geralmente inteligentes e criativos. É o transtorno mental mais frequente em crianças de 5 a 10 anos de idade com uma prevalência media de 5%. Pelo menos um em cada 20 alunos o padece.

Está caracterizado por um desnível na capacidade de atenção e regulação motora; que causa dificuldades para focar ou manter a atenção constante numa tarefa prolongada, ou pouco estimulante como assistir às aulas, fazer as tarefas escolares ou ter que escutar aos adultos. Frequentemente esquecem suas coisas, dirigem a atenção para outras atividades antes de terminar una tarefa ou têm dificuldade para permanecer sentado. Parece não escutar quando se fala com eles, tem dificuldades para seguir as ordens e instruções e incorrem em constantes erros por desatenção.

Há crianças desatentas, que não manifestam hiperatividade nem impulsividade. Nas crianças desatentas a dificuldade da atenção esta relacionada com a velocidade no processamento da informação e com a seleção do estímulo adequado a cada situação. Já nas crianças hiperativas – impulsivas a dificuldade da atenção esta relacionada com a regulação da atividade motora e de inibir os estímulos irrelevantes. Dessa forma tem dificuldades também para focar e manter constante a atenção no estímulo adequado.

Estas últimas manifestam também condutas impulsivas, como atravessar a rua sem olhar para os lados, responder antes que se termine de perguntar, não esperar sua vez, bater em seus companheiros quando o que quer é brincar e outras condutas de risco nas que parece no medir o perigo. Eram antes tidas como as malcriadas, as brigonas, as baderneiras, inclusive hoje antes de serem diagnosticadas são consideradas com estas qualificações, já que seu comportamento é bastante irritante em casa e na escola. As crianças predominantemente desatentas passam a imagem de crianças tolas, entretanto seu problema nada tem a ver com falta de inteligência.

Sintomas

  • déficit de atenção: dificuldade de manter a atenção em tarefas que precisam esforço e carentes de estímulos. Embora possa manter a atenção em atividades muito estimulantes, como videogames ou filmes de ação. Desvio da atenção com muita frequência para estímulos sem importância ou irrelevantes. Os problemas de atenção em crianças com TDA são qualitativamente diferentes dos problemas de atenção das crianças hiperativas – impulsivas. Nos primeiros há uma deficiência na velocidade de processamento de informação e seleção dos estímulos relevantes e nos segundos o problema é na atenção sustentada e na capacidade de não atender aos estímulos irrelevantes
  • hiperatividade: atividade excessiva e pouco funcional. Mudança de um assunto para outro com a mínima provocação. Desorganização nas tarefas. Inquietude corporal, move suas mãos e pés ou faz ruídos em situações em que é necessário quietude
  • impulsividade: atua irreflexivamente sem ter em conta o contexto social da situação ou o perigo da mesma. Interrompe e responde perguntas antes de serem concluídas, dificuldade para esperar turnos
  • desorganização: inicia vários projetos ou atividades e não conclui. Dificuldade em organizar o material e de controlar os tempos
  • pouco controle da raiva
  • sificuldade para regular as emoções

As consequências do TDAH na infância são importantes em função do sofrimento da criança e seu entorno (família, companheiros e professores) e caso não recebam a psicoterapia específica para o transtorno fica comprometido em grande forma o futuro jovem e adulto, com alto impacto na sociedade e na saúde pública. Sem a psicoterapia adequada agregasse outros transtornos mentais; transtornos de conduta, delinquência, condutas de risco, suicídio, depressão e abuso de sustâncias.

As crianças constroem sua identidade e sua autoestima a partir do que os outros coinsideram. Se a criança recebe do meio uma imagem negativa, ela vai se considerar ruim, ao mesmo tempo que descobre que isso lhe traz também alguns benefícios, como o medo de seus companheiros ou seus risos quando adota o papel de palhaço.

É importante diferenciar a agressividade (intenção de fazer dano) da impulsividade (dificuldade em controlar seus impulsos). Sua impulsividade os faz estar sempre metidos em confusões e brigas.

Muitas crianças impulsivas são catalogadas como agressivas, causando-lhes dessa forma um dano considerável a sua personalidade. Se não são compreendidos, estas crianças terminarão sendo realmente agressivas pelos recorrentes ataques que recebem e por sua identificação com o papel de mal marcado pelos adultos.

Foto: por r.nial.bradshaw (Flickr)

Escrito por

Fernando Bryt Trosman

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