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Transtorno bipolar: sintomas e tratamento

É comum termos fases de alegria e tristeza em nossas vidas. Mas quando a variação entre esses sentimentos alcança uma intensidade elevada, pode se tratar de um caso de transtorno bipolar.

19 Ago 2014 Problemas psicológicos - Leitura: min.

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É comum termos fases de alegria e tristeza quando algo bom ou ruim acontece em nossas vidas. Mas quando a variação entre esses sentimentos alcança uma intensidade muito elevada, é preciso estar atento, pois pode ser um caso de transtorno bipolar. Com o tratamento adequado e duradouro, os portadores dessa disfunção podem ter uma vida normal e estável.

O que caracteriza o transtorno bipolar é a oscilação entre fases de depressão e euforia (mania). Na fase da depressão, o indivíduo perde o interesse por atividades que normalmente teria prazer, busca o isolamento social e tem esquecimentos. Já na fase de mania, a pessoa sente uma excitação intensa, apresenta fala rápida, desinibição exagerada, aceleração no pensamento e alteração no sono e no apetite. Nas duas fases o indivíduo tem comportamentos extremos, motivados por uma grande excitação ou por uma grande depressão.

O que distingue o transtorno bipolar de uma tristeza é a intensidade, a duração e a quantidade de sintomas. As crises de depressão e de euforia costumam ser longas e a mudança é repentina. Essa instabilidade emocional dificulta a convivência com a família, com os amigos e com o parceiro. Estima-se que 9% da população brasileira apresenta esse problema, em seus diferentes graus de intensidade, segundo informação da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar.

Os fatores desencadeadores dessa disfunção podem ser diversos, mas sabe-se que a genética está interligada. Comparando-se com a população geral, filhos de portadores do transtorno tem maior risco de apresentar o problema e 50% dos indivíduos afetados tem pelo menos um caso na família.

Diagnóstico e tratamento

Diagnosticar uma pessoa com o transtorno bipolar não é simples; segundo especialistas isso pode demorar até 13 anos. É necessário analisar a história clínica do indivíduo e seus conflitos. Antes do diagnóstico, o indivíduo se sente sozinho e não sabe o que tem, podendo buscar refúgio em compras descontroladas, no álcool e em drogas. A solidão, o preconceito e o descaso da família e dos amigos podem ser fatores que dificultam o processo de descoberta e de tratamento do distúrbio.

Muitos associam os sintomas a uma depressão e recorrem a técnicas para esse problema, o que atrasa ainda mais o tratamento correto do transtorno bipolar. Apesar de não ter cura, o tratamento indicado por especialistas oferece ao indivíduo uma vida normal, mais tranquila e sem sobressaltos.

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Com a psicoterapia aliada ao uso de medicamentos estabilizadores de humor, a pessoa aprende a controlar seu comportamento impulsivo, sendo imprescindível seguir com o tratamento de forma regular. É habitual que muitos abandonem a intervenção, pois, no momento de euforia, pensam estar curados. E isso não deve ser feito.

Além de todo o sofrimento causado pelo transtorno bipolar, tanto para o portador como para a família, há um dado alarmante e que exige atenção especial. Profissionais que trabalham com essa disfunção afirmam que o índice de tentativa de suicídio na população que tem o transtorno é 30% maior que na população que não apresenta esse distúrbio.

Com essa informação ressalta-se a importância de se atentar aos sintomas e buscar ajuda profissional o quanto antes para o correto tratamento do transtorno, já que seus efeitos interferem na vida social, profissional e acadêmica do indivíduo.

Vale lembrar ainda que essa disfunção não é exclusiva do universo adulto, estando presente também entre o público infantil e adolescente.

Foto: por Life Mental Health e Bandita (Flickr)

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