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Raiva: Dicas para não perder o controle

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

A raiva é um sentimento nocivo capaz de fazer mal não só a quem é alvo dela, como também àquele que a sente. É importante saber controlá-la para que não afete todas as esferas da sua vida.

20 Set 2018 · Leitura: min.
Raiva: Dicas para não perder o controle

Ataques de fúria, excesso de mau humor, reações extremadas e inesperadas: há pessoas que simplesmente não conseguem se controlar quando são tomadas pela raiva. O problema é tão frequente que desperta a preocupação até da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Desde 2008, a OMS vem alertando sobre o efeito da "panela de pressão", que afeta o comportamento individual e torna as pessoas mais intolerantes, bravas e irritadas. Um comportamento que pode ser muito nocivo, já que desencadeia sintomas físicos como pulso acelerado, taquicardia e ansiedade, além de afetar a convivência no trabalho, na família e com os amigos.

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Sabia que uma em cada cinco pessoas terminou um relacionamento em função do comportamento que o outro manteve durante um ataque de raiva? Sabia que quase 1/3 da população afirma ter em seu entorno próximo (familiares e amigos) alguém com problemas para controlar a raiva? No ambiente laboral, pelo menos 45% das pessoas afirmam ter tido problemas para controlar seus impulsos raivosos.

Está claro que nem todo sentimento de raiva é negativo, já que em pequenas doses costuma funcionar com um desencadeador de reações, como algo que instiga nosso instinto de sobrevivência. Porém, faz parte da saúde mental e do equilíbrio emocional ser capaz de cuidar de forma positiva da gestão da raiva.

Você consegue se controlar quando alguém ou alguma coisa te tira do sério? Faça o teste e descubra a resposta:

O passo a passo para controlar a raiva

Está praticamente fadado ao fracasso aquele que tenta sufocar a raiva, fingir que ela não existe, como se esse fosse o caminho para controlar os ataques. Ignorar esse tipo de sentimento é perigoso e somente servirá para aumentar a intensidade das próximas reações.

Psicólogos especializados em agressividade e desenvolvimento pessoal indicam o caminho a seguir: ser capaz de redirecionar o impulso, para que a raiva nunca assuma o controle da sua vida.

Para que isso seja viável, é importante tratar de colocar em prática três grandes atitudes:

Compreender o que desperta a raiva em você: identificar a fonte desse tipo de sentimento é o melhor mecanismo de controle. Quando você conhece seu próprio funcionamento, é capaz de colocar em prática estratégias que conseguem neutralizar os ataques. Como é muito difícil agir de forma racional quando a ira está no controle, a autoanálise é o que permite reconhecer sinais e tendências, para agir segundo o que você necessita/deseja, antes de ser consumida/o pela raiva.

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Controlar a intensidade das reações: partindo do princípio de que é impossível eliminar a raiva, porque se trata de um sentimento natural e útil, é importante trabalhar para reduzir a frequência dos ataques e diminuir a intensidade das respostas, físicas e psicológicas. Tudo começa por descobrir o que está causando frustração, já que boa parte do sentimento de raiva vêm daí. Mudanças na rotina são fundamentais e, para garantir que sejam eficazes, não deixe de colocar em prática habilidade sociais como empatia, assertividade e escuta ativa.

Não se prender à raiva: é importante não alimentar uma postura de vitimismo ou negativismo, e deixar que o sentimento de raiva vá embora pelo mesmo caminho que chegou. Para controlar seu temperamento, recorra aos exercícios de meditação e controle da respiração. A atividade física também tem um papel importante, já que ajuda a liberar o stress acumulado. Sempre que necessário, recorra a um objeto para liberar a raiva acumulada: apertar uma bola de borracha, socar um travesseiro ou esticar um elástico, por exemplo. São gestos simbólicos que têm efeito de catarse no seu organismo. Use um diário para se expressar, porque servirá de alívio momentâneo, mas também te ajudará a compreender seu próprio funcionamento.

Outra dica valiosa, além da manutenção de sua saúde mental exercitando o controle de explosões, é se policiar para não acumular rancor, mágoas ou estresse: o simple movimento de se posicionar quando algo desperta desconforto emocional, propicia o exercício de uma comunicação não violenta, e considerando que muitas de nossas explosões poderiam ser evitadas se reduzidas as falhas de comunicação e aumento progressivo do desconforto emocional, como a raiva, este simples movimento de se posicionar quanto o seu desconforto proporciona inúmeros benefícios para a saúde mental e vínculos sociais afetivos e profissionais. 

E não se esqueça: sempre que tiver dificuldades para controlar a sua raiva de forma positiva, pode buscar apoio de um psicólogo especializado. A psicoterapia é um recurso valioso no processo de autoconhecimento, e te oferece as ferramentas necessárias para mudar de vez seu comportamento.

Fotos: MundoPsicologos.com

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Comentários 3
  • Valéria Macedo

    Realmente muito interessante as colocações. Acho que sou daquelas pessoas que engole mil sapos e chega no 1001, não aguenta mais e explode e depois me sinto mal , deveria ter ficado calada .

  • Cláudia Leão

    Muito bom o teste.Bem de acordo comigo.E o resultado, dicas de grande valor.Obrigada, valeu.

  • Lylia Afonso

    Perfeita essa matéria, extremamente útil para que reflitamos sobre esse sentimento e para que quando a expressemos, possamos controlar nossos impulsos nervosos, evitando explosões de irá que é uma das mais primitivas emoções.