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Quando o corpo fala

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Quando o sofrimento não pode expressar-se pelo pranto, ele faz chorarem os outros órgãos. Este artigo fala justamente sobre o processo de somatização e suas repercussões na vida da pessoa.

1 MAR 2017 · Leitura: min.
Quando o corpo fala

É inegável a existência de uma relação entre o corpo e a mente. Como somatização, se entende a influência dos fatores psicológicos na determinação das doenças orgânicas, confirmando uma inseparabilidade entre eles.

Somatizar como resposta à dor mental é comum, e a recíproca também é verdadeira, isto é, o sofrimento orgânico, de alguma forma, repercute no psiquismo. Ambos se influenciam reciprocamente, por isso, devem receber igual atenção e cuidado. A ligação entre eles é afetada também por questões culturais, sociais, econômicas, políticas, familiares, espirituais, entre tantas outras.

Essa relação entre corpo e psíquico é vista desde um simples enrubescimento causado por sentimento de vergonha, taquicardia devido à raiva, o estado depressivo que desencadeia uma gripe, até situações mais complexas como dificuldade de engravidar que é solucionada após uma adoção e até mesmo o surgimento de doenças graves como lupus e ainda alguns quadros cancerígenos. A dor emocional se transforma em dor física.

A somatização está relacionada à dificuldade em "ler" as emoções e, por isso, elas se expressam pelo corpo, caracterizando uma limitação no processo de simbolizar. O conflito psíquico não consegue ser simbolizado, nem conhecido ou pensado conscientemente, convertendo em uma manifestação corporal.

A psicoterapia permite um trabalho em busca da nomeação desses sentimentos e vivências que não puderam ser elaborados e que utilizaram o corpo como cenário para dramatização. Psicoterapeuta e paciente trabalham em busca de traduzir em palavras o sintoma somático. Afinal de contas, o corpo fala! E falam, principalmente, aquelas emoções que ainda não puderam ser expressas pelo simbolismo das palavras.

Foto: por MundoPsicologos.com

Escrito por

Clínica de Psicologia Isabella Suttini

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