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Quais as diferenças entre psicólogo e psiquiatra?

A pergunta é habitual, mas nem todos conseguem indicar as diferenças. Veja neste artigo mais detalhes sobre a formação e o acompanhamento ofececido por psicólogos e psiquiatras.

10 Out 2016 O psicólogo esclarece - Leitura: min.

São Paulo (cidade) São Paulo

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Muitas pessoas se confundem na hora de escolher entre o psicólogo e o psiquiatra, acreditando que, por ambos profissionais trabalharem com saúde mental, possuem a mesma função. Mas não é assim! Por isso, é de extrema importância falarmos sobre esses dois trabalhos, que embora caminhem juntos, são distintos. Quem explica melhor esse tema para a gente é a psicóloga Maitê Hammoud.

Para começar, vale fundamentar alguns detalhes sobre a formação destes profissionais:

  • O psicólogo gradua-se em Psicologia, estudando alguns aspectos da saúde física, mas se aprofundando nos aspectos da mente e no funcionamento psíquico, que abrange tanto o campo emocional, como comportamentos, relações interpessoais, entre outros.
  • O psiquiatra é médico e, após concluir a graduação de medicina, realiza sua residência em psiquiatria, tendo repertório para avaliar a saúde física como um todo, grau e intensidade de sintomas, realizando diagnósticos e estando apto a prescrever medicamentos ou fornecer atestados de afastamento, caso acredite ser necessário para a melhora do caso clínico que o paciente apresenta.

Acompanhamento

O acompanhamento psicológico prevê encontros semanais, normalmente com duração de 50 minutos e terá como foco principal ser um facilitador do processo de autoconhecimento, fortalecimento emocional, reflexão para tomada de decisões. Concede apoio e acolhimento, podendo contribuir para o tratamento da natureza de alguns sintomas.

O acompanhamento psiquiátrico será realizado semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente, quem determinará a frequência das consultas será o médico que avaliará caso a caso a necessidade do paciente. A partir de uma avaliação diagnóstica, poderá prescrever medicamentos para minimizar a intensidade dos sintomas apresentados a curto prazo. Os objetivos desse tipo de acompanhamento são a avaliação da melhora ou estabilidade do quadro clínico, a alteração de medicamentos, etc.

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Quando devo procurar um destes profissionais?

Para diversas queixas, qualquer um destes profissionais poderá ser procurado, ambos estarão aptos a fazer orientações do direcionamento do tratamento. Mas, basicamente, o médico psiquiatra deve ser procurado inicialmente quando as queixas estão vinculadas principalmente a sintomas físicos tais como:

  • taquicardia, sudorese, preocupação excessiva (relacionados à ansiedade),
  • perturbações no sono,
  • choro recorrente, baixa autoestima, fadiga, desmotivação (relacionados a depressão),
  • sentimento de vazio, pensamentos suicidas,
  • alterações na alimentação (diminuição ou aumento de apetite),
  • alucinações (visuais, auditivas ou olfativas),
  • delírios ou labilidade emocional.

O psicólogo deve ser procurado principalmente quando as queixas estão vinculadas a problemas emocionais, como por exemplo:

  • perdas (sejam elas de um relacionamento, um ente querido ou emprego),
  • traumas recentes ou do passado (assalto, sequestro, acidente, desastres naturais, violência),
  • sensação de paralisia para tomada de decisões (mudança de emprego, término de relacionamento, escolha profissional),
  • conflitos (familiares, relacionados a orientação sexual),
  • dificuldades nos relacionamentos interpessoais (timidez, baixa autoestima).

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Vale ressaltar que a mente e o corpo funcionam em parceria, sendo necessário, em muitos casos, tanto o acompanhamento psicológico como psiquiátrico. Da mesma forma que o psiquiatra não substitui o psicólogo, o psicólogo não substitui o psiquiatra, havendo a necessidade de conciliar ambos os tratamentos para beneficiar tanto a saúde física como mental.

É imprescindível o tratamento multidisciplinar de ambos os profissionais nos casos de:

  • depressão,
  • ansiedade,
  • fobia,
  • transtorno obsessivo compulsivo,
  • transtornos de humor,
  • transtornos de personalidade,
  • transtornos alimentares (compulsão, anorexia ou bulimia).

Em casos como os citados acima, existem prejuízos tanto nos aspectos físicos, quanto psíquicos.

Fotos: por MundoPsicologos.com

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