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Por que cada vez mais adolescentes estão praticando o cutting?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Nos últimos anos, observa-se um crescimento no número de adolescentes que estão praticando a automutilação como forma de pedir socorro e lidar com seus conflitos.

7 Fev 2019 · Leitura: min.
Por que cada vez mais adolescentes estão praticando o cutting?

A adolescência é uma fase de muitas mudanças, no âmbito do corpo físico, psicológico e social. O adolescer é uma das fases da vida mais repletas de eventos conflitantes. As crises relacionadas a essa transformação, embora envolvam a todos, nem sempre são comunicadas. Assim, os adolescentes têm buscado novas saídas para lidar com suas angustias.

As experiências subjetivas de desalento têm lançado os mesmos a um sentimento de solidão e vazio afetivo, onde o adolescente tem omitido seu estado psíquico. Atualmente, seu apelo para pedir socorro, com intuito de aliviar suas dores emocionais e lidar com suas angústias foi reconhecido como um transtorno mental denominado cutting. Vocêsabe como isso se dá? Através da automutilação.

São pequenos cortes nos pulsos, nos braços, na barriga, entre outros lugares. Sim, se pensarmos bem, esta atitude não é um ato novo, porém é um assunto muito complexo e muito mal compreendido, tanto pela sociedade quanto pelos pais destes jovens que merecem atenção. E, enquanto isso, cresce o número de adolescentes aderindo a este modo de enfrentar seus problemas, se cortando. Este hábito de automutilação representa um problema de saúde pública. Precisamos urgentemente dar atenção, cuidar, auxiliar, amparar e acolher esses adolescentes, ensinando a eles novas formas de lidar com seus conflitos psíquicos, bem como providenciar uma avaliação psiquiátrica nesses casos.

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Causar dor física para esquecer a dor da mente

O sentimento de desespero e desorientação gerado por certas situações que escapam de seu controle é tão forte que a dor dos cortes é a maneira que estes jovens encontram para realizar uma descarga direta dessa tensão insuportável. Isso proporciona a eles um alívio imediato porque a dor física faz esquecer os pensamentos tortuosos e recorrentes.

Porém, é possível perceber, através do acompanhamento psicológico, que as consequências do cutting trazem muito mais prejuízos que benefícios. Os sentimentos desencadeados após o ato fazem com que estes adolescentes sofram ainda mais. Pois terão que lidar com a culpa, a vergonha e o medo da descoberta. Há ainda um outro fator mais preocupante e grave: muitas vezes, os responsáveis e o próprio adolescente não se dão conta que a automutilação pode tirar a vida. Mesmo que inicialmente esta não seja a intenção e mesmo que não seja algo consciente, o cutting não deixa de ser uma prática arriscada e que atenta contra a própria vida.   

O diálogo, o afeto e a dinâmica familiar podem ajudar o adolescente que pratica a automutilacão, porém se você não souber como auxiliá-lo, procure ajuda de um piscólogo. A psicoterapia tem recursos para que sua dor seja traduzida em palavras, bem como pode orientar aos pais sobre o que fazer e como lidar com a questão. Buscar o entendimento dos motivos que levaram esse jovem a encontrar uma saída tão dolorosa e perigosa para os seus conflitos.

Artigo escrito pela psicóloga Eliane Santos, inscrita no Conselho Regional de Psicologia de São Paulo 

Fotos: MundoPsicologos.com

Escrito por

Eliane Santos Rosa

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Comentários 1
  • Luciane de Oliveira

    Olá boa tarde! Gostaria de saber se cutting e borderline são a mesma coisa?