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Por que as pessoas fofocam?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

É praticamente impossível encontrar uma pessoa não tenha fofocado ao menos uma vez. Quer saber por que as pessoas fofocam e como se proteger dos fofoqueiros de plantão? Leia este artigo!

18 Fev 2019 · Leitura: min.
Por que as pessoas fofocam?

Há especialistas que classificam a fofoca como um ato social. Isso porque todos fazemos parte dessa engrenagem em algum momento das nossas vidas, seja de forma ativa ou passiva. É praticamente impossível encontrar uma pessoa que, mesmo não havendo criado uma fofoca do zero, não tenha repassado esse tipo de rumor, ao menos uma vez.

Por que as pessoas fofocam? Por que há pessoas que dedicam esforço e energia em criar esse tipo de mensagem? De acordo com psicólogos especializados em comportamento, há muito de inveja e medo por trás desse tipo de mensagem. Está claro que se tratam de pessoas naturalmente curiosas e observadoras, mas também de pessoas que costumam se deixar afetar pela vida alheia, se incomodando pelo que está fora do “padrão”, pelas conquistas dos demais, deixando-se dominar por uma provável baixa autoestima.

O fofoqueiro tenta se alimentar da energia dos demais e utiliza os rumores como forma de conexão social, de relevância e poder. É importante não perder de vista que, apesar de a fofoca ser um ato socialmente aceito, sempre traz consigo consequências nocivas, independente do ambiente em que ocorre: trabalho, família, círculo de amizades, etc.

Isso porque, intrinsecamente, as fofocas não costumam ser bem intencionadas e vêm carregadas de um enorme potencial para provocar desequilíbrio. Não é à toda que ninguém gosta de ser alvo de fofoca. Por via de regra, são comentários permeados por mentiras e interpretações duvidosas, que desencadeiam mal-estar em todos os envolvidos.

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Nos casos em que a fofoca não tem como alvo uma pessoa específica, mas que se trata de um rumor sobre um departamento, um grupo ou um coletivo, por exemplo, o combustível costuma ser uma aura de incertezas.

Independente de como surgem ou da mensagem que comunicam, o que as fofocas têm em comum é o fato de se propagarem rapidamente. E essa velocidade pode ser parcialmente explicada pelo fato de nosso cérebro preferir lidar com certezas ao invés de hipóteses. De forma quase instintiva, acabamos aceitando como verdade algo que não pode ser demonstrado, repassando e repetindo, até que o entorno se “contamine” e todos passem a acreditar na mesma premissa.

Estruturalmente, a origem da fofoca é desconhecida, seu conteúdo dificilmente é questionado, a curiosidade natural das pessoas facilita sua propagação e, a medida que avança, pode se desdobrar em vários diferentes rumores.

O método mais certeiro para evitar uma fofoca é analisar criticamente a informação recebida, se questionar sobre a veracidade da fonte, sobre até que ponto você confia em quem transmite a informação, além de pensar nos possíveis beneficiados com a propagação do rumor.

Como reconhecer os fofoqueiros de plantão?

Há uma série de características que podem ser observadas em pessoas fofoqueiras. Normalmente, são:

  • imaturas
  • inseguras
  • desfrutam de ver conflitos
  • gostam de chamar a atenção
  • potencialmente ciumentas
  • indiscretos
  • incapazes de guardar informações confidenciais
  • interessados
  • parasitas, vivendo da energia dos demais

Ao reconhecer o potencial fofoqueiro em uma pessoa, a melhor política é manter as distâncias, especialmente porque para esse tipo de perfil aliados e inimigos são categorias instáveis, que vão mudando de acordo com os seus interesses.

Fotos: MundoPsicologos.com

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