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Personalidade borderline: saiba mais sobre o transtorno

O transtorno de personalidade borderline recebe este nome por estar no limite entre os dois principais funcionamentos psíquicos. Quer saber mais sobre suas características? Leia este artigo!

16 Ago 2017 O psicólogo esclarece - Leitura: min.

São Paulo (cidade) São Paulo

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Quando o assunto é transtorno de personalidade borderline, a maioria das pessoas desconhece as manifestações reais do problema. Acabam associando à imagem de alguém dramático, com pulsos cortados e ameaçando suicídio. A psicóloga Maitê Hammoud explica o transtorno a seguir.

É exatamente pela falta de conhecimento que as pessoas que sofrem desse transtorno tendem a ser mal compreendidas, ou não são motivadas a buscarem apoio profissional, mesmo sofrendo com tantas emoções e prejuízos.

Afinal, o que é o transtorno de personalidade borderline?

É habitual que pessoas que desenvolvam esse transtorno tenham vivido traumas devastadores durante a infância, provocados por situações de abuso sexual infantil ou pela perda de um dos pais, por exemplo. Chamam a atenção por seu humor instável, alta sensibilidade emocional e impulsividade.

Veja a seguir que tipos de características são frequentes neste transtorno de personalidade:

1) Labilidade emocional

Você conhece alguém que está transbordando de felicidade e, em seguida, fecha a cara? Ou alguém que, sem dar chance para você compreender o que houve, demonstra raiva e irritação se afastando?

A labilidade emocional é frequente no borderline, fazendo com que seja alguém imprevisível. Seu humor pode oscilar drasticamente em uma fração de segundos, e isso leva ao sofrimento não apenas da pessoa, mas daqueles com que se relaciona. Quem está ao redor, relata sentir-se em um campo minado ou "pisando em ovos" constantemente.

2) Intensidade

Pessoas borderlines possuem alta sensibilidade emocional. À flor da pele e vulnerabilidade são palavras que descrevem bem o borderline quando o assunto é emoções.

As emoções são intensas, e esse turbilhão emocional pode ser sentido de maneira violenta, valendo tanto para as emoções positivas quanto as negativas. Somado ao fato do humor instável, passam do amor ao ódio rapidamente, se envolvendo intensamente nas suas relações, sejam afetivas ou sociais.

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3) Esforços desesperados para evitar o abandono (real ou imaginado)

Em função de sua fragilidade e da violência com que sente suas emoções, outra característica marcante do borderline é temer o abandono daqueles que ama. A possibilidade do abandono e a solidão são sentidos como verdadeiras ameaças, que resultam em esforços sem limites para que não seja deixado, cabendo promessas ou ameaças.

Assustada por temores intensos que não consegue controlar, a pessoa acaba interferindo na qualidade de suas relações, seja com o rompimento voluntário de relações, amizades ou vínculos profissionais, ou com a autossabotagem ao adotar comportamentos que sabe que serão reprovados, como traições, contradições, etc., induzindo o outro a se afastar.

Quando o assunto é a vida amorosa, manter mais de um relacionamento superficial acaba sendo uma forma de sentir-se seguro contra abandono, diante de uma falsa sensação de estar no controle. Devido a esses mecanismos, o borderline é visto com frequência como alguém dramático ou promíscuo, quando na verdade sente-se confuso e sofre intensamente, sentindo na mesma intensidade os efeitos de fatos reais ou imaginários.

4) Impulsividade

O mundo psíquico de quem sofre com esse transtorno costuma operar no sentido "efeito e causa", não ao contrário. No borderline, não há necessidade de que ocorra um fato concreto para que seja mobilizado um turbilhão de emoções. Esse funcionamento, somado à sua impulsividade, faz com que frequentemente sofra ou brigue sem que existam razões lógicas, mas que são sentidas como reais.

5) Sentimentos crônicos de vazio

Borderlines relatam um sentimento crônico de vazio. É como se algo dentro de si estivesse faltando e transmite a sensação de estar por um fio ou diante de um abismo. O incômodo é intenso, e faz com que busquem tentativas para preencher esse vazio através de comportamentos potencialmente destrutivos, como compulsão por compras, drogas, comida, sexo e, até mesmo, automutilação.

Essa última costuma ser uma maneira de externalizar feridas emocionais ou um refúgio para autopunição, servindo para minimizar a culpa sentida pela falta de habilidade de controlar emoções e comportamentos que levam a rupturas de amizades ou relacionamentos.

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Enfrentando o transtorno de personalidade borderline?

É fundamental que pessoas com transtorno de personalidade borderline realizem acompanhamento psicológico para diminuir os prejuízos nas relações interpessoais que podem derivar de seus comportamentos, como também prevenir a aquisição de vícios por seu comportamento compulsivo.

A psicoterapia promove o fortalecimento emocional, auxiliando na constituição de sua personalidade que, por ser sensível e fragmentada, resulta nesse modo de operar. Pode ser necessário o suporte medicamentoso para contribuir com a estabilidade do humor e controle de impulsos.

De onde vem o termo borderline?

A tradução do inglês do termo borderline leva a alguns conceitos-chave como limite e fronteira. Isso porque portadores do transtorno sempre foram vistos de maneira enigmática pelos grandes estudiosos de saúde mental, se deparando com alguém que se encontrava exatamente no limite entre os dois principais funcionamentos psíquicos: a neurose e a psicose.

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Fotos: por MundoPsicologos.com

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