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O que é o processo psicoterapêutico?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Em que consiste o atendimento psicoterapêutico? A que o profissional deve estar atento durante o atendimento? Saiba mais neste artigo.

29 JUL 2019 · Última alteração: 24 SET 2019 · Leitura: min.
O que é o processo psicoterapêutico?

O atendimento psicoterapêutico consiste num conjunto de sessões de conversações com o paciente com o objetivo de verificar as afetações ou o sofrimento emocional a fim de fazer um esclarecimento técnico- cientifico da situação e promover intervenção para alterá-lo.

O trabalho psicoterapêutico pode ficar restrito a uma situação de dificuldades atuais, fazendo um trabalho de orientação ou avançar na intervenção até a constituição da personalidade. A intervenção será realizada conforme a compreensão científica de cada caso.

Os problemas tratados são os impasses nas relações interpessoais que levam à solidão, a insegurança e o medo.

Na psicoterapia são tratados problemas como depressão, síndrome do pânico, alcoolismo, problemas de sexualidade, fobias, medos, esquizofrenia, tratamento da ansiedade, sofrimentos e problemas que envolvem uma pessoa individualmente, casais ou famílias.

As sessões de psicoterapia são realizadas semanalmente com duração de uma hora. As sessões são individuais, mas conforme as exigências e urgências de cada caso podem envolver familiares (pai, mãe, irmãos, filhos, esposa, marido, etc.) em sessões conjuntas.

O trabalho psicoterapêutico de casais ou famílias envolve sessões individuais e sessões conjuntas conforme a necessidade técnica e a condição emocional das pessoas envolvidas.

É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional

Já desde a primeira sessão de psicoterapia, o psicólogo verifica o sofrimento trazido pelo paciente, bem como as afetações emocionais que acompanham esse sofrimento. Sintomas vividos pelo paciente incluem por exemplo: dificuldades para dormir, ansiedade, turbilhão de pensamentos, choro, pressão no peito, dor de cabeça, náusea, agitação, etc.

A verificação dos sintomas é fundamental para montar o acesso padrão do paciente. Verifica-se também o estado emocional em que o paciente se encontra: estado de alerta, luto, alcoolismo, anorexia, compulsão alimentar, etc.

Um trabalho psicoterapêutico deve ser articulado com médicos e outros profissionais da área da saúde para fazer uma intervenção interdisciplinar na complexidade de uma personalidade. Ao psicólogo é vedado a prescrição de qualquer tipo de medicação seja ela psicotrópica ou não.

Um problema psicológico é um problema na personalidade. O atendimento psicoterapêutico promove um esclarecimento do que está acontecendo com a personalidade do paciente. Problemas de timidez, medos, pânico, dificuldade de concentração, problemas com o corpo, problemas com a alimentação, problemas com a família, problemas com o trabalho, problemas na colocação de limites, são algumas dificuldades de uma personalidade a serem compreendidas e superadas num processo psicoterapêutico.

A duração de um trabalho psicoterapêutico depende das complicações emocionais existentes e da intervenção necessária. A Psicologia Existencialista Científica compreende a personalidade como um processo histórico de relações com a família, os amigos, os estudos, o trabalho, a cultura, o passado, o futuro, etc. Assim consistimos num movimento vivo e concreto, totalização singular no mundo.

A existência precede a essência, não nascemos determinados, portanto, as habilidades, os sentimentos, os perfis de uma pessoa são constituídos nas suas relações, ganhando uma dinâmica psicofísica própria e não dependendo simplesmente de suas ideias ou vontades alterá-los.

Uma personalidade se recupera na medida em que recupera a regularidade de suas emoções, se faz Sujeito do seu Ser e consegue se eleger em função de um Projeto e Desejo de Ser saindo da Solidão.
Escrito por

Claudia Holetz

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