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Manejando a ansiedade, uma leitura corporal

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Como manejar a ansiedade? Quando estamos vivenciando uma crise de ansiedade pode parecer que o mundo se resume a aquela sensação e que o tempo deixa de existir.

12 Jul 2017 · Leitura: min.
Manejando a ansiedade, uma leitura corporal

A ansiedade pode ser paralisante e causar sofrimento extremo em casos agudos.

Os sintomas de um ansiedade descontrolada podem ser tanto físicos como mentais, afinal a ansiedade é um estado emocional abrangente que pode incluir muitas variantes, inúmeras formas e causas, por isso é importante fazer uma terapia para investigar a função, a causa e a manifestação sintomática dessa ansiedade.

Fazer contato com a sua ansiedade e perceber como ela se manifesta no seu corpo é um primeiro passo que pode ajudá-lo a gerencia-la com um repertório mais adaptativo. Experimente parar um pouco a sua rotina quando estiver se sentindo muito ansioso e procure identificar exatamente quais as sensações físicas que estão se manifestando.

Perguntas que você pode se fazer para identificar o que lhe ocorre a nível do corpo: como está a minha respiração? Estou tendo palpitações? o meu peito se enche na inspiração e não se esvazia completamente ao expirar? estou respirando somente na altura do peito de maneira superficial, sem utilizar o diafragma para levar o ar aos pulmões? como percebo a minha musculatura? faço muita força para me manter inteiro, mantendo-me num estado de auto cobrança através da uma contração muscular? ou entro em colapso e perco vitalidade e tônus muscular?

Este contato com o próprio corpo é a base para um entendimento mais profundo de como ele funciona inconscientemente e sustenta padrões organizados de movimento que geram os estados emocionais que experimentamos em sua decorrência. Identificar esses padrões é o primeiro passo para poder influencia-los com a nossa volição

Dentro da perspectiva da psicologia formativa, entende-se que os impulsos ou a excitação e como ela é vivida pelo corpo é central na organização de uma identidade percebida como própria. Para a preservação da forma, ou da identidade, é necessária a inibição da corrente de excitação em pontos chave do desenvolvimento, permitindo reunir, conter e estabelecer uma identidade através dos limites dados os impulsos. Poder dizer "não" é para a criança uma afirmação de protesto e identidade que intensifica o seu sentido de "eu", porém, muitos adultos têm dificuldade em dizer não. Ao nunca se delimitar pelo "não", exercendo a habilidade de formar e manter limites, sempre se assume o lugar de vítima.

Arthur Dubrule.

Psicólogo Crp 6-132300

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