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Lidando com a fobia social

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

A fobia social é diferente de quando não queremos ir a algum lugar ou interagir com algumas pessoas. Na fobia social, esse interagir causa muita ansiedade e desconforto.

6 JUL 2016 · Leitura: min.
Lidando com a fobia social

Hoje o assunto é a fobia social ou transtorno de ansiedade social, que consiste em evitar estar contato com grupos. Nesta condição queremos fugir de situações que envolvam interação social por medo de sermos julgados. A uma sensação de estarmos sendo avaliados pelo outro, uma avaliação negativa, no caso. Assim, vem a dificuldade em falar em público, em demonstrar sua opinião, em interagir com pessoas desconhecidas, em ser assertivo.

Há o receio de passar vergonha, comentar uma gafe, isto é, ter um desempenho social inapropriado perante aos outros. Por isso, evitar o contato com grandes quantidades de pessoas acaba sendo menos ameaçador. Pode-se compreender que há uma necessidade em ter um desempenho impecável, de ser perfeito, misturado com o próprio julgamento da pessoa que vive com fobia social, sobre o que é certo e errado em fazer nas situações da vida. Desta forma, acabe-se perdendo o sabor do espontâneo, do inesperado, da autenticidade que cada um tem, que a vida proporciona.

A preocupação não gira em torno de estabelecer relações agradáveis, mas em mostrar um desempenho correto, perfeito. Desempenho esse que é exigido pela própria pessoa que sofre com a Fobia Social e que pode não corresponder com a realidade, com modo com que as pessoas enxergam essa pessoa.

A fobia social é diferente de quando não queremos ir a algum lugar ou interagir com algumas pessoas. Na fobia social, esse interagir causa muita ansiedade e desconforto. Comer, falar, escrever na frente de outras pessoas, apresentar-se, ser observado, são exemplos de situações difíceis para quem vive com este tipo de fobia.

Mas como mudar esse modo de existir no mundo?

1) Evite se comparar com as pessoas

Cada um tem uma maneira de ser. E essa maneira única e autêntica de ser, com forças e fraquezas que nos faz interessantes. Além disso, quando olhamos para os outros só vemos aquilo que queremos ver. Podemos ver somente as conquistas, os desempenhos favoráveis, mas, muitas vezes, não vemos a luta diária consigo mesmo que cada um tem.

2) Abandone a busca por perfeição

Por mais que tentemos, jamais seremos perfeitos. E a busca pela perfeição acaba sendo irracional e desgastante. Há uma diferença enorme entre buscar ser perfeito e querer se desenvolver melhor. A segunda pode oferecer mais ganhos para você.

3) Conheça suas forças e fraquezas

Conhecer a si mesmo é recomendação para todos e pode ajudar as pessoas a viverem de forma mais leve. Saiba aquilo que é bacana em você e procure desenvolver aquilo que te desagrada. Entenda que cometer erros é natural do ser humano e não temos como escapar disso. Mas podemos ser compreensivos conosco.

4) Duvide de sua imaginação

Muitas vezes no antecipamos em relação as situações da vida. Algumas situações nem ocorreram e já estamos lá com caraminholas na cabeça. Ou acreditamos que as pessoas têm uma visão de nós e essa visão não é real, mas fruto da nossa imaginação. Busque verificar na realidade se estas situações são verdadeiras. Peça ajuda de seus familiares, amigos e se realmente, forem situações reais, trace planos para resolver ou melhorar o que lhe incomoda.

5) Procure ajuda profissional

O psicólogo pode ajudar você a compreender como você veio se construindo como fóbico social e estimulá-lo a perceber suas possibilidades frente a isto. Além disso, ajudará você a experienciar situações que podem promover mudanças positivas na interação com as outras pessoas. Deixe o preconceito de lado e cuide de sua saúde emocional.

Foto: por Leksa87 (Flickr)

Escrito por

Kamyla Luqueti Psicologia

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