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Haveria uma forma de amar certo?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Há muitas pessoas que fazem do outro seu único tema de interesse por não terem desenvolvido um sentimento de valor por si mesmo. Aqui encontraremos algumas reflexões a respeito.

21 FEV 2018 · Leitura: min.
Haveria uma forma de amar certo?

Com certeza você deve ter um conhecido da escola, da academia, da vizinhança ou um familiar que repita sempre o mesmo comportamento nos relacionamentos que entra. Quando menos se percebe a pessoa sumiu do mapa, não aparece mais nos lugares de costume, não responde mais as mensagens com a mesma energia e sempre dá uma desculpa para não comparecer as mais variadas programações, desde o happy hour no final de semana, ao aniversário de 70 anos dos avós paternos.

O fato é que existem possíveis razões pelas quais tantas pessoas acabem fazendo da pessoa amada o único e exclusivo motivo da sua felicidade e depositarem na relação com ela o principal desejo pela vida.

Aqui encontramos o levantamento das 3 prováveis situações que mantenham esse ciclo:

1° Fragilidade nos laços familiares

Não se sentir importante e verdadeiramente amado no seio familiar (principalmente na relação com os pais) é algo com impactos gravíssimos, já que para o filho o primeiro vislumbre do sentimento de ser amável e digno de afeto é experimentado diante dos seus pais e da forma como eles o trata. É este o fundamento sobre o qual o filho construirá suas mais profundas certezas de si mesmo e, se há fragilidade nesta troca, é bem provável que haja nas demais, inclusive na dele para com ele mesmo.

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2° Ausência de objetivos e propósito de vida

Quando sentimentos de abandono, insegurança, incapacidade e menos-valia são alimentados durante grande parte do tempo de uma pessoa, é provável que ela tenha uma baixa energia para se envolver em questões que possibilitarão o seu desenvolvimento, e isso nos âmbitos acadêmico, social, emocional e espiritual.

Esse ciclo de pensamentos e sentimentos depreciativos em relação a si mesmo acarretará a essa pessoa um estilo de vida despretensioso, sem foco ou qualquer direcionamento sobre os alvos que deseja alcançar como sendo os seus objetivos ou propósitos de vida.

3° Ausência de autoconsciência, autoconhecimento e autoestima

O baixo nível da autoconsciência (saber refletir sobre o que se passa consigo mesmo e usar a mente a seu favor), a ausência do autoconhecimento (saber relatar as próprias potencialidades, hobbies, ideais e missão de vida) e a falta de uma autoestima saudável (ter uma visão verdadeira e positiva sobre si mesmo) refletem diretamente na maneira como alguém enxerga o mundo e constrói as suas relações, sendo bastante comum desenvolver rotinas que a façam depender de questões externas para alcançar o mínimo nível de bem-estar.

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Quando a pessoa se encontra em uma dessas 3 situações, é esperado que ela vá buscar na relação com o seu parceiro(a) aquilo que lhe falta e que vá depositar nele todas as "fichas" para a sua felicidade plena finalmente desabrochar.

Normalmente, essas tentativas amorosas se frustram e a pessoa, sem ter consciência do que realmente quer encontrar, permanece em suas buscas infindáveis, colecionando tristezas e aumentando o vazio dentro de si. Costumamos usar o termo "dependência afetiva" para nomear este quadro. Ninguém é movido só por carência, há sempre uma história que sinaliza os porquês.

Em nome das relações saudáveis que podemos estabelecer, vamos hoje fazer as pazes com a nossa própria história e desvendar o que é que nos paralisa. Não torne a pessoa que você ama o seu universo, pois se por algum motivo ela "cortar a corda" você permanece vivo!

Faça algo por você hoje e então estará apto para amar certo!

Escrito por

Psicóloga Kênnya Soares

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