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Existe uma crise de valores na modernidade?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Diante do cenário atual de crise de valores no Brasil e no mundo, alguns se perguntam se retrocedemos. Esse texto propõe uma alternativa, a construção de uma moral própria.

16 JUL 2017 · Leitura: min.
Existe uma crise de valores na modernidade?

A situação moral, política e social da sociedade moderna pode parecer uma grande incógnita. Vivemos hoje em tempos estranhos, alguns dirão. Pouco tempo atrás ainda, a vida era mais simples, existia somente um único código de valores "verticalizado", ou seja, que devia ser seguido por todos os cidadãos que quisessem se enquadrar na sociedade. Todos pareciam aceitar que existia um único modelo patriarcal e tradicional aceitável e somente filósofos, anarquistas/comunistas, ou loucos ousavam questionar essa moral vigente.

Hoje em dia, vivemos ao inverso numa horizontalidade, onde nenhuma moral reina, não há mais um código de valores que determina o certo do errado, o moral e o imoral. Com o capitalismo, a individualidade se tornou mais palpável, o salário próprio emancipou os filhos e as mulheres do patriarcado. As redes sociais deram voz ao cidadão comum e, principalmente, aos tradicionalmente mais oprimidos que não encontravam um canal de comunicação viável dentre os outros canais até então disponíveis.

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Com essa individualização do pensamento e da comunicação, os valores morais de outrora encontram-se ameaçados e questionados.

Não vivemos mais de acordo com normas rígidas e inflexíveis transmitidas por religiões, regimes autoritários, ou pelo próprio patriarcado no seio da família. Na modernidade não existe mais um código único de valores, existe uma crise de referenciais e uma pluralidade de olhares. A polarização política atual que vemos no Brasil, coloca em evidência um medo muito propagado de ser engolido pelos valores alheios.

A questão que fica: como faremos para preservar a nossa própria ética de vida, como se tornar uma referência ética para si mesmo, que é respeitada e que respeita essa multiplicidade de cores e tons da selva social. Hoje a ética e não a moral, tem que ser a referência: cada sujeito precisa encontrar em sua individualidade, um código de valores que seja ético no sentido de garantir um convívio em sociedade e que contemple as suas crenças e valores individuais.

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