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Entendendo a síndrome do pânico e a ansiedade generalizada

Dez pacientes que vem ao meu consultório, seis relatam sintomas compatíveis com o quadro de síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade generalizada. Mas o que é isso?

17 Out 2013 Problemas psicológicos - Leitura: min.

Fortaleza (Ceará) Ceará

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Hoje gostaria de compartilhar com vocês um pouco sobre a famigerada "síndrome do pânico", como é popularmente conhecida, ou transtorno de ansiedade generalizada ou ainda transtorno do pânico (ansiedade paroxística episódica), um quadro bastante frequente nos dias de hoje e cujo venho me deparando comumente na clínica. Acredito que, de dez pacientes que vêm ao meu consultório, seis relatam sintomas compatíveis com o quadro.

Mas o que é o transtorno de ansiedade generalizada e o transtorno do pânico? São quadros bem similares, associados a diversos sintomas, sendo a principal sensação o ataque de pânico, onde a pessoa sente um medo irracional, muitas vezes acreditando que vai morrer ou passar muito mal. Esse ataque de pânico causa várias alterações orgânicas no momento em que é desencadeado, tais como taquicardia, hiperventilação, pressão arterial elevada, asfixia, náusea, desconforto abdominal, tontura, dores no peito e sensações subjetivas de pavor e morte iminente (DSM-IV-TR, 2003).

No transtorno do pânico a característica essencial são os ataques de pânico, já na ansiedade generalizada os sintomas são variáveis, mas compreendem nervosismo persistente, tremores, tensão muscular, transpiração, sensação de vazio na cabeça, palpitações, tonturas e desconforto epigástrico, sempre iniciados por um pico de ansiedade que faz a pessoa passar mal.

Como a pessoa desenvolve esses quadros?

Geralmente são pessoas jovens, que trabalham, estudam, têm diversas responsabilidades, mas também atinge uma parcela considerável de pessoas de meia idade. Algumas características da personalidade dos pacientes que atendo sempre se repetem, um indicativo de que as formas de agir mal adaptadas contribuem para desencadear o quadro clínico.

São pessoas controladoras, excessivamente preocupadas com tudo, são pouco flexíveis nas situações cotidianas, sofrem de níveis elevados de estresse, têm expectativas altas em relação ao que fazem, os pensamentos negativos de falha ou incapacidade são predominantes, acumulam problemas, estão sempre cheios de conflitos internos e externos. Tudo isso faz com que a pessoa sinta uma pressão ambiental muito intensa, culpando o mundo externo por suas falhas, levando-a a temer agir e desempenhar seus papéis sociais.

Simplesmente o sujeito começa a passar mal, os níveis de ansiedade se elevam e desencadeiam os processos citados acima, o que leva a pessoa a acreditar em várias distorções. A mais comum é achar que tem um problema cardíaco, acabam indo parar nas emergências dos hospitais acreditando piamente que estão enfartando, até os médicos perceberem que não se trata disso e receitam "calmantes" para essas pessoas. Outras passam a evitar sair de casa, ir a escola/faculdade, ir ao trabalho pelo medo de passar mal (como dizem muitos dos meus pacientes, "Tenho medo de passar mal e não ter ninguém pra me ajudar" ou "Eu sei que se eu sair eu vou passar mal").

A pessoa simplesmente não entende o que está acontecendo com seu organismo e o medo vira um ciclo que é retroalimentado pelas suas falhas, que geram mais ansiedade e insegurança. Assim, quanto mais medo de passar mal, mais forte é a crise, mais incerteza a pessoa tem sobre suas capacidades e sua tendência é evitar todas as situações que lhe pareçam ameaçadoras. Quanto mais tempo a pessoa demorar para procurar um profissional, mais o quadro irá se agravar, levando diversas perdas ao seu universo pessoal.

É importante salientar que esse quadro pode vir associado a outros transtornos, como depressão, por exemplo. Tudo vai depender da avaliação do psicólogo/psiquiatra para determinar o diagnóstico.

Hábitos saudáveis ajudam a prevenir a manifestação da ansiedade excessiva. É importante que a pessoa tenha um lazer, não trabalhe excessivamente ou evite o estresse no trabalho. Em casa, que aprenda a lidar com os conflitos familiares, com os conflitos internos, faça atividade física e evite álcool e tabagismo. Na dúvida, não tenha medo de recorrer a um profissional afim investigar seus sintomas para determinar se existe um quadro de ansiedade generalizada ou ataque de pânico estabelecido.

O tratamento não é complicado, mas requer uma mobilização do paciente para mudança de certos hábitos e, dependendo da intensidade dos sintomas, pode ser necessário uma intervenção farmacológica.

Foto: por porschelinn (Flickr)

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