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Emagreça sem restrição alimentar

<strong>Artigo revisado</strong> pelo

Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

O emagrecimento pressupõe mudança de hábitos de comportamento. Antes de mudanças comportamentais, implica-se a necessidade de alterações cognitivas.

27 Jul 2017 · Leitura: min.
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O emagrecimento pressupõe mudança de hábitos de comportamento.

Antes de mudanças comportamentais, implica-se a necessidade de alterações cognitivas. Parte-se do princípio que indivíduos obesos ou com sobrepeso possuem crenças disfuncionais acerca da alimentação e do peso. Este esquema cognitivo gera sentimentos de culpa, ansiedade, preocupação, raiva, estresse, tristeza e impotência, resultando em problemas de relacionamento interpessoal, conjugal e familiar, além de associar-se a outros transtornos psicológicos como Depressão e Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) (Kolotkin et al., 1987 citado por Duschesne et al., 2007b; Wilfley et al., 2002).

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) baseia-se no conceito de que a maneira como as pessoas pensam afeta o que elas sentem e fazem. Neste sentido, a TCC busca auxiliar na identificação de pensamentos sabotadores e a responder a eles, de maneira funcional, o que leva a pessoa se sentir melhor e a se comportar de modo mais adaptativo ao seu ambiente. Sendo assim, a TCC modifica as crenças disfuncionais dos indivíduos com excesso de peso sobre alimentação e dietas através da reestruturação cognitiva, substituindo-as por crenças mais funcionais (J. Beck, 1997).

O tratamento a partir da intervenção cognitivo comportamental não proporciona somente uma remissão temporária de sintomas como estes, mas sim a manutenção em longo prazo da melhora alcançada. Isto porque os pacientes aprendem a modificar seus pensamentos disfuncionais, sentindo-se melhores emocionalmente e, assim, comportando-se de maneira mais produtiva na busca de suas metas (A. Beck, 1993). Grande parte dos indivíduos que emagrecem devido à dieta começa a recuperar os quilos perdidos dentro de um ano. Poucos são os tratamentos médicos desenvolvidos para amenizar esses problemas e aqueles que existem apresentam desvantagens consideráveis. Neste sentido, medicamentos podem ser eficazes em curto prazo, mas provocam efeitos colaterais indesejáveis. Além disso, as pessoas tendem a engordar novamente ao interromperem essa forma de tratamento(Massuia, Bruno e Silva, 2008).

O tratamento cognitivo comportamental para obesidade descrito por Cooper, Fairburn e Hawker (2009). Proposto não somente para emagrecer, este tratamento tem como principal foco a manutenção do peso a longo prazo. Para o alcance deste último objetivo, o tratamento direciona-se aos fatores que influenciam no abandono das tentativas no controle do peso, negligenciando a estabilidade do peso como um objetivo a ser seguido. Desta forma, o objetivo terapêutico trata-se da aquisição e desenvolvimento de habilidades comportamentais e respostas cognitivas, que, quando praticadas, auxiliam o indivíduo no controle do peso de modo eficaz.

A "dieta definitiva de Beck" proposta por Judith Beck (2009) também foi desenvolvida para proporcionar um emagrecimento saudável e duradouro. Baseado em técnicas cognitivas e comportamentais, esse programa auxilia os indivíduos a modificarem a forma como lidam com a alimentação, adquirindo pensamentos, sentimentos e comportamentos mais funcionais e modificando a relação que estabelecem com a comida.

O programa de Emagrecimento Funcional Cognitivo associa técnicas de coaching, relaxamento, planejamento alimentar, hipnose e neurolinguística. Estas técnicas são trabalhadas em 12 sessões orientadas pelo psicólogo.

As sessões são individuais contando com grupo de apoio para manutenção.

O trabalho é feito de forma interdisciplinar podendo o cliente ser acompanhado por nutrólogo, personal trainner, endocrinologista, esteticista caso desejar .

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Escrito por

Maria de Fátima Araújo Martins

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