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Como saber se tenho Transtorno do Déficit de Atenção ou Hiperatividade?

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

O Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida

11 ABR 2016 · Última alteração: 12 MAI 2016 · Leitura: min.
Como saber se tenho Transtorno do Déficit de Atenção ou Hiperatividade?

O Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH),caracteriza-se pela tríade de sintomas: desatenção, inquietude e impulsividade. É também conhecido por Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA). O TDAH tem sua origem em uma disfunção geneticamente herdada do córtex pré-frontal, devido, em parte, a uma deficiência do neurotransmissor dopamina.

Quando pessoas que apresentam esse transtorno tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar como nas pessoas com cérebros normais. O diagnóstico deve ser feito por profissional especializado (neurologista/psiquiatra/psicólogo) e as características devem estar presentes por um período mínimo de seis meses.

E nesse processo de diagnóstico são realizados exames, como por exemplo, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética, os quais irão indicar se há alterações nos lobos pré-frontais, os quais são responsáveis pelas funções executivas. Em termos práticos, quando há o comprometimento das funções executivas, originam-se problemas na estimativa e no uso do tempo, no cumprimento de obrigações, dificuldades de colocar na vida prática proposições e combinações feitas no plano teórico e, principalmente, dificuldade de focar a atenção.

Assim sendo, a principal característica da pessoa portadora do Transtorno de Déficit de Atenção é a dificuldade em manter-se concentrado em uma determinada tarefa ou atividade. Há ainda, dois elementos comportamentais importantes que podem acompanhar o Transtorno de Déficit de Atenção, são eles: a hiperatividade e a impulsividade. Até recentemente, acreditava-se que o TDAH era um transtorno que desaparecia com a idade, conforme o sistema nervoso completava o seu amadurecimento.

Hoje se sabe que isso não é verdade. Apesar de, normalmente, os sintomas do TDAH diminuírem bastante com o final da adolescência, adultos que possuem o transtorno manterão os mesmos sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade em graus variados.

Desta forma, a hiperatividade, observada em crianças, pode corresponder a um excesso de atividades nos adultos, como os workaholics, do mesmo modo, a impulsividade pode-se expressar na vida adulta como términos prematuros de relacionamentos ou direção impulsiva de veículos, ou seja, há sempre uma correspondência entre os sintomas infanto-juvenis e os sintomas na vida adulta. Deste modo, as queixas mais comuns nos casos de TDAH em adultos são relacionadas aos impactos que os padrões de comportamento provocados por este transtorno causam, tais como: baixa tolerância à frustração, agressividade, variações súbitas de humor, desorganização, inflexibilidade, dificuldade em encontrar satisfação e poucas habilidades de relacionamento interpessoal.

O tratamento do TDAH deve ter caráter multidisciplinar, envolvendo um esforço coordenado dos profissionais da área médica, da saúde mental e pedagógica (se for criança), em conjunto com os demais familiares envolvidos rotineiramente com o paciente. Um tratamento com este tipo de abordagem deverá incluir ainda o uso de medicação, quando necessário, junto com a psicoterapia, que tem como objetivo melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos portadores deste tipo de transtorno.


Foto por: acevvvedo (Flickr)

Escrito por

Rangel Lima

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