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Autoestima é um assunto de suma importância

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Falar sobre autoestima é um assunto de suma importância, pois implica dizer sobre o que sentimos e gostamos. E esse sentimento é construído durante toda a vida da pessoa.

26 SET 2014 · Leitura: min.
Autoestima é um assunto de suma importância

Existem momentos na vida que nos encontramos num enorme vazio interior que parece nunca acabar. É o dia que nosso próprio espelho diz estar contra nós. Ficamos à prova de várias circunstâncias que nada parece dar certo. Até as tarefas de casa ficam mais difíceis de realizar. É o dia que o sapato não entra no pé, a peça de roupa não casa com o figurino escolhido, o carro não funciona, o patrão não fica satisfeito com o serviço prestado.

Ufa! É um dia que quase não desejamos existir. Isso acontece muito e com frequência com muitas pessoas. Esse sentimento de pouca utilidade se não tratado torna degradante para o sujeito e é comum não só em apenas um dia, para muitas pessoas o relato é de que o prazer pela vida não é algo que lhe satisfaça.

Mas por que isso acontece?

A autoestima é um sentimento construído ao longo da existência humana. Ou seja, a partir da infância esse sentimento importantíssimo para nosso desenvolvimento pessoal e social começa a ser construído. Digo que é um processo de aprendizagem e a família e o meio social é o grande veículo aqui. Na infância precisamos de aprovação de nossos pais ou nossos tutores para o que fazemos. É engraçado que a criança tira prova disso questionando mais de uma pessoa sobre sua ação.

A psicanálise argumenta que existe um investimento de energia psíquica em si mesmo, ou seja, “eu faço algo de interessante para chamar a atenção de todos para mim" é o chamado narcisismo primário. E quando não “sou" correspondido me sinto mal: faço birra, brigo com quem está perto de mim, choro incansavelmente. Tudo para que alguém perceba que estou aqui e reconheça meu investimento. Afinal de contas somos seres sociais.

E é nesse envolvimento do mundo interior com o mundo exterior, que desenvolvemos nossa autoimagem. Ao longo desse processo a tendência é que esta imagem seja checada como nossa própria avaliação de nossos limites e potenciais a partir de uma percepção cuidadosa de nossas verdades. Quando chegamos à fase adulta aquele narcisismo primário agora secundário não mais investe energia em si, mas no outro, o objeto escolhido pelo sujeito. É um retorno ao ego (realidade) da energia psíquica investida no objeto.

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Por exemplo, em nosso desenvolvimento físico e mental aprendemos a nos relacionar afetivamente com as pessoas, como a família e amigos. Aos poucos nosso autovalor vai ganhando espaço dentro de nós mesmos. Porém, nem sempre somos correspondidos, e nem teria como ser sempre correspondido. Isso por que, muitas vezes não sabemos fazer uma boa escolha e, algo que queríamos que fosse incondicional, não é. É fundamental que encontremos nosso valor pessoal. Quase sempre não acontece como esperamos, e é aqui o momento que nada parece dar certo.

A falta de gratidão, respeito, confiança, segurança, amor e limites são características em pessoas com baixa autoestima. Mas nem tudo está perdido, sendo o ser humano um ser em processo de transformação seria o momento de procurar avaliar os investimentos que faz e o que pretende alcançar com isso. O processo de autoconhecer-se faz-se necessário sempre. Procurar desenvolver um olhar sobre si mesmo, sem preconceitos, num processo de reconhecimento de suas características, permitindo que elas trabalhem a seu favor, e dessa forma descobrir quem você realmente é.

Quais são seus desejos? Seus medos? Suas crenças e necessidades, enfim, sua singularidade? Todos nós sabemos que qualidades e defeitos são inerentes a todo ser humano. Precisamos aceitá-los fazendo uma autocrítica dos mesmos para então sermos capazes de nos perdoar pelo simples fato de ser genuinamente humanos.

Hipócrates disse: “As forças naturais que se encontram dentro de nós são as que realmente curam nossas doenças". Não vamos então deixar que algumas circunstâncias da vida nos aprisionem dentro de nós mesmos, nos deixando mal conosco e com os outros e, para finalizar, menciono aqui uma frase de Salvato: “A autoestima é o que há de mais divino no ser humano. Pois, quando nada lhe resta, resta-lhe a si mesmo".

Referências: Freud, Salvato, Hipócrates.

Foto: por Jozoana (Flickr)

Escrito por

Clínica de Psicologia Marinalva Comini

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