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Aprenda os ​5 benefícios do perdão

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

Você faz parte do grupo de pessoas que acredita que o perdão é algo que você faz pelo outro? Aproveite este artigo para descobrir que, na verdade, quem mais tem a ganhar é você!

1 JAN 2018 · Leitura: min.
Aprenda os ​5 benefícios do perdão

Segundo o dicionário, a definição de perdão é: remissão de pena, ofensa ou de dívida; desculpa, indulto. Ato pelo qual uma pessoa é desobrigada de cumprir o que era de seu dever ou obrigação por quem competia exigi-lo.

Mas falar sobre perdão é falar sobre o acúmulo de emoções dentro de si, as quais trazem inúmeros impactos para a saúde psíquica, física e até mesmo social, impactos esses nem sempre positivos. É importante considerar que as mágoas e os rancores podem destruir vínculos, afastando pessoas queridas. Têm o poder de afetar vínculos superficiais ou sólidos, e muitas vezes a pessoa não tem nem chance para que se tornem duradouros.

Perdoar é algo que se faz para si, não para o outro, como a maioria das pessoas costuma pensar. Afinal, quais são os benefícios do perdão? Veja a seguir algumas reflexões da psicóloga Maitê Hammoud para incentivar a inclusão do perdão em sua vida!

1) Válvula de escape de emoções

Você já se perguntou onde ficam depositadas as emoções negativas e destrutivas como a mágoa, o rancor, a tristeza, a raiva ou o ciúme? Existe uma frase famosa de William Shakespeare que, embora impactante e um tanto dramática, ilustra bem esta questão:

"A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram."

A maioria das pessoas, mesmo que desconfortáveis, se sentem livres e no direito de viver emoções negativas diante de fatos que reprovam ou magoam, mas não se dão conta de que tais emoções são sentidas e acumuladas dentro de si mesmas, não dentro de quem as motivou.

Este é o grande ponto-chave do perdão: perdoar não é sinônimo de aceitar alguém ou alguma circunstância. Existem, sim, fatos que divergem de nossos valores, situações em que o outro não reconhece a necessidade de reparação, porém, podemos discordar, e até romper vínculos, escolhendo as emoções que cultivamos dentro de nós mesmos.

O acúmulo de emoções negativas adoece a mente e o corpo de quem as carrega. Neste sentido, perdoar permite liberar essa pressão, é valorizar sua saúde emocional, é a base para o bom funcionamento da saúde física e psíquica.

2) Conhecer e trabalhar sua essência

Seria ilógico e utópico tentar não sentir emoções negativas diante de fatos que interferem em nosso bem-estar. Emoções são respostas do nosso corpo e da nossa mente, e considerar que a tristeza e a raiva compõem a essência emocional do ser humano nos permite vivenciar tais emoções sem culpa.

Permita-se entrar em contato com suas emoções, e extravasá-las. O importante aqui é ser honesto com o que se sente, e ser capaz de transmitir isso ao outro, sem fazer uso de comportamentos ou reações violentas. Palavras não ditas só contribuem para aumentar aquele nó na garganta, aquilo que se chama angústia.

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Conheça suas emoções, avalie as circunstâncias, construa e comunique ao outro estratégias que você acredita serem capazes de favorecer o perdão genuíno. E, sempre que necessário, recorra àquilo que favorece a reflexão: psicoterapia, meditação, escrita, entre muitos outros recursos. Porém, nunca deixe de se expressar!

Toda relação requer comunicação clara e objetiva, principalmente quando há situações que despertam mágoas e decepções, já que ambas são abstratas, e nem sempre de fácil percepção aos olhos do outro.

3) Perdoar não é esquecer

Grande parte das pessoas tende a negar o perdão, acha que significa esquecer aquilo que desencadeou a dor e a sensação de vulnerabilidade diante de alguém que abalou sua confiança. Mas perdoar não significa se esquecer do passado, se trata de dar um novo significado ao que foi vivido, para construir o futuro.

É impossível alterar o passado, ele sempre fará parte da sua história. O ato de perdoar permite liberar você de emoções negativas associadas a tais memórias, possibilitando desatar nós e mal-entendidos, para seguir seu caminho com a consciência mais tranquila.

4) Equilíbrio entre expectativas e possibilidades reais

O acúmulo de emoções negativas, que favorece que o perdão não se concretize, é retroalimentado pelas expectativas que criamos. Ter expectativas em relação a alguém ou alguma coisa já é partir do princípio que elas podem não ser cumpridas.

Quando somos capazes de lidar com o outro em sua totalidade, reduzimos o peso da frustração quando essas expectativas não são correspondidas. Viver segundo essa lógica permite ser mais tolerante com erros, que você ou qualquer outra pessoa pode cometer. Isso favorece a aproximação e o amadurecimento mútuo diante dos conflitos.

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5) Flexibilidade

O processo de perdoar se inicia dentro de nós. São tantas pressões e expectativas que carregamos ao longo da vida, transmitidas por pais, gestores, colegas e parceiros, que a soma dessas pode ser esmagadora.

Quem pratica o perdão também pratica a flexibilidade. Seja capaz de flexibilizar conceitos dentro de você, e comece se perdoando por todas as vezes em que você se sentiu culpado ou frustrado por não corresponder a expectativa de alguém.

Olhar para o passado com os olhos de quem está no presente é traiçoeiro, pois mudamos e amadurecemos a cada dia. Aceitar o fato de que o nosso "eu" do passado é alguém sem os mesmos recursos que o nosso "eu" do presente é a chave para se libertar dessas amarras. Perdoe-se, você tem o direito de errar, de evoluir e amadurecer constantemente.

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Encontrar o ponto de equilíbrio entre emoção e razão é um grande desafio. A reflexão e o processo de autoconhecimento favorecem essa conquista, ampliando as possibilidades de perdão a você mesmo e àqueles que fazem parte de sua vida.

Perdoar favorece o fortalecimento de vínculos. Lembre-se: o tempo se encarrega de passar sozinho, mas quem decide como vive-lo é você!

Fotos: por MundoPsicologos.com

Escrito por

Maitê Hammoud

Psicóloga Número do CRP: 06/112988

Psicóloga clínica com curso de aperfeiçoamento em psicanálise, é especialista no atendimento de adolescentes, adultos e terceira idade. Seguindo a abordagem psicanalítica e da terapia breve, atua com foco em transtornos emocionais e comportamentais, relacionamentos interpessoais e questões familiares.

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3 Comentários
  • Maria Carolina Filizola

    Muito interessante. Itens que ajudam a meditar sobre como perdoar

  • João de Brito Filho

    Achei muito importante e esclarecedor.

  • Betania Brito dos Santos

    muito bom , amei e espero um dia consegui aplicar isso na minha vida.

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