A vilã invisível dos relacionamentos amorosos

Muitas acreditam que quando um casal começa a brigar é o início do caminho para o fim do relacionamento. A velha ideia de que um relacionamento saudável é aquele onde a harmonia reina.

24 MAR 2015 · Leitura: min.
A vilã invisível dos relacionamentos amorosos

Muitas pessoas acreditam que quando um casal começa a brigar é o início do caminho para o fim do relacionamento. A ideia de que um relacionamento saudável é aquele onde a harmonia reina a todo momento é um tanto quanto equivocada. É mais do que esperado que duas pessoas que escolhem conviver como um casal uma hora ou outra encontrem suas diferenças.

Quando iniciamos um relacionamento acreditamos que nossas ideias, crenças e vontades são semelhantes às da outra pessoa, mas isso pode ser apenas um sintoma de que estamos apaixonados. A paixão age como um "filtro da realidade".

Este "filtro" impede que não enxerguemos aquilo que nos diferencia do outro. Mas a realidade é que a paixão dura pouco tempo, segundo alguns pesquisadores esse tempo é de aproximadamente 2 anos. Passado esse tempo, surgem as diferenças e junto com elas as brigas e discussões.

Alguns casais atribuem o fim do relacionamento a incompatibilidade de personalidades ou até mesmo a inúmeras brigas que aconteceram. Quando na realidade a grande vilã do término ou até mesmo de um abalo no relacionamento é a comunicação do casal, ou melhor, a falta de habilidades para se comunicar de forma eficiente.

Um casal que vive a anos juntos pode ter os mesmos problemas de outro casal que decidiu se separar, o que os diferencia é a forma que ambos têm de se comunicar e encontrar soluções para seus problemas.

Comunicação

A comunicação é algo essencial para o convívio dos seres vivos, nos a fazemos e os animais também. Observe quando um cachorro começa a latir, logo os outros cachorros estão a fazer o mesmo. Mas nossa comunicação vai além, temos a nosso favor a comunicação verbal.

Comunicar-se é transmitir ao outro aquilo que pensamos, sentimos ou queremos, mas a forma que fazemos e transmitimos ao outro diferencia como essa informação chegará aos ouvidos de um terceiro. Cada um desenvolve durante sua infância e suas vivências uma forma de escutar e comunicar-se, o que nos leva a necessidade de conhecer a forma particular que nosso(a) parceiro(a) aprendeu a fazê-la.

Não ter a mesma maneira de comunicação que seu parceiro não significa que vocês são incompatíveis, mas sim que é preciso que além das formas individuais de comunicação, seja desenvolvida uma nova forma de comunicação do casal.

Se ao parar para discutir um assunto os leva mais para brigas do que para a solução do problema, talvez seja hora de analisar os comportamentos que surgem durante a discussão.

Comunicação ineficaz

Se a comunicação não está ajudando a resolver os problemas, alguns comportamentos devem ser observados e ajustados:

  • Tentar convencer o outro que você está certa(o);
  • Acusar o parceiro ou alguém que ele gosta (mãe, irmãos...)
  • Interromper a fala do outro;
  • Ferir os sentimentos do outro com palavras rudes;
  • Introduzir um assunto passado que nada tem a ver com o atual;
  • Tentar adivinhar as intenções e sentimentos do outro;
  • Se vitimizar;
  • Fingir que não há um problema;
  • Apontar os defeitos do outro e valorizar apenas suas qualidades;
  • Interpretar como lhe convêm as palavras ditas pelo outro;
  • Ficar em silêncio;
  • Não deixar o outro falar;

A boa comunicação deve levar o casal a encontrar maneiras de solucionar o problema. Quando nos atemos a procurar os motivos que levaram ao problema e buscar um culpado para ele, caímos na armadilha da comunicação ineficaz, que nos levará a mais brigas e a ressentimentos desnecessários.

Foto: por JarleR (Flickr)

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Escrito por

Ana Cláudia Vargas da Silva

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