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A vida é muito mais do que ser feliz

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Artigo revisado pelo Comitê de MundoPsicologos

A felicidade é sinônimo de propósito de vida? Se você acredita que sim, precisa ler este artigo. Perseguir a felicidade pode ter um efeito contrário, e deixar as pessoas mais infelizes!

28 DEZ 2017 · Leitura: min.
A vida é muito mais do que ser feliz

Você já parou para pensar em qual é o propósito da vida? Ter dinheiro, conforto, ser feliz? Com certeza, estará de acordo com o seguinte: estamos imersos em uma sociedade obcecada com a felicidade.

Se para muitos trata-se de algo motivante, vale à pena escutar o que a escritora Emily Esfahani Smith tem a dizer. Durante uma conferência do TED sobre a felicidade, ela é contundente: nada se compara a ter um propósito de vida.

Fazendo uma referência à sua própria, Emily confessa ter acreditado durante muito tempo que o propósito da vida era perseguir a felicidade. E que esse caminho passava por buscar sucesso, o namorado perfeito, o apartamento bonito…

Porém, nada disso a deixava realizada. Ao contrário, só servia para aumentar sua sensação de ansiedade e desorientação. Olhando à sua volta, Emily percebeu que isso não era coisa sua. Seus amigos também travavam uma batalha similar.

A Psicologia Positiva e o sentido da vida

Sua perspectiva começa a mudar quando Emily entra em contato com a Psicologia Positiva. Ela volta à universidade para estudar o que realmente desperta a felicidade nas pessoas. Não demorou muito para levar sua primeira grande surpresa: segundo as estatísticas, perseguir a felicidade pode ter um efeito contrário, e deixar as pessoas mais infelizes.

E mais: mesmo que os standards da vida tenham melhorado em muitas esferas, as pessoas se sentem cada vez mais desesperançadas, deprimidas e sozinhas.

"Há um vazio corroendo as pessoas, e você não precisa estar clinicamente deprimido para senti-lo."

O que provocaria essa desesperança não seria a falta de felicidade, mas a falta de um propósito mais profundo. Enquanto a felicidade é uma sensação de conforto e bem-estar no momento, ter um sentido na vida seria algo mais profundo.

"Pertencer e servir a algo que vai mais além que nós. E ser capaz de desenvolver e trabalhar o que temos de melhor."

Os benefícios de uma vida com sentido

Vivemos em uma sociedade obcecada em buscar a felicidade, mas que não dedica tempo suficiente a buscar um sentido para as suas vidas. Aquelas pessoas que já conseguiram são mais resilientes, são melhores em seus trabalhos e estudos e até alcançam mais longevidade.

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Para viver com mais sentido, Emily Esfahani defende a existência de 4 pilares:

  1. Pertencimento: significa estar em relacionamentos que lhe valorizem por quem você realmente é, e nos quais você faz o mesmo pelo outro. Pertencimento vem do amor, é uma escolha. Você escolhe com quem terá esse tipo de vínculo.
  2. Propósito: ter um propósito está muito mais ligado ao que você dá, do que ao que você tem. É usar a sua força para servir os demais, muito mais além da contribuição deixada pelo seu trabalho. É ter algo pelo qual viver.
  3. Transcendência: é quando você consegue sentir-se conectado a uma realidade menos mundana, e isso pode se manifestar através da arte, da religião, de escrever… aquilo que realmente faz você perder a noção de tempo e espaço. São experiências que podem mudar a sua essência.
  4. Narração: significa a história que você conta sobre você a você mesmo. Construir uma rede com os acontecimentos marcantes da sua vida ajudam a entender melhor o processo que levou você a ser quem é. Mas não se trata de ficar restrito a essa lista de eventos, e sim de entender que você tem o poder para recontá-los e mudar a sua história.

Viver uma vida com sentido é um processo, requer esforço, mas é importante nunca se esquecer que nossa história vai sendo contada a cada dia.

"A felicidade vem e vai. Mas, quando a vida é boa e as coisas são difíceis, tem um sentido na vida é o que faz você aguentar."

Fotos: por MundoPsicologos.com

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