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A ditadura de ser feliz o tempo todo e seus efeitos psicológicos

Hoje em dia, só não é feliz quem não quer. Parece absurdo, mas há muitas pessoas que insistem em viver a vida com positivismo crônico. No artigo falamos sobre o perigo de uma postura assim.

10 Jan 2019 Dicas de psicologia - Leitura: min.

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Todos queremos ser felizes, e não há nada de errado nisso! No entanto, podemos dizer que vivemos uma “ditadura da felicidade”, na que ninguém mais pode se permitir  demonstrar fraquezas, sentimentos de frustração ou tristeza.

Afinal, se nos baseamos em frases e argumentos que se difundem no entorno social e profissional, uma pessoa é capaz de alcançar tudo aquilo que se propõe. Se você sorri à vida, ela te devolve o sorriso. Será?

As redes sociais ajudam a alimentar essa ilusão, difundindo um estado de felicidade permanente, que é impossível de alcançar. Quais são os efeitos psicológicos para aqueles que se vêm sugados nessa espiral?

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O lado negativo de ser tão positivo

Está claro que ser capaz de ver o lado bom das coisas é uma habilidade, que pode ser treinada e que traz muitos benefícios para a rotina da pessoa, que acaba sendo mais resiliente e se adaptando com maior facilidade aos imprevistos da vida.

Mas ver tudo como positivo não deixa de ser uma forma de se alienar. Não há vida sem momentos de raiva, frustração, medo ou perda. Esse tipo de situação não se pode evitar.

Ao entrar nessa “ditadura da felicidade”, você não se permite sentir sofrimento diante das emoções, algo importantíssimo para o desenvolvimento pessoal e o reconhecimento da sua individualidade, além da tristeza ser uma emoção de nossa natureza.

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Quem não entende esse processo, pode acabar entrando numa dinâmica neurótica na que trata de evitar, a qualquer custo, as experiências negativas. E, como as emoções não podem ser bloqueadas, todos esses sentimentos que você empurra para debaixo do tapete, voltarão à tona, e com mais força, muitas vezes na forma de transtornos psicológicos.

Outro efeito dessa imposição, de ter que viver numa felicidade constante, é a intolerância às adversidades e todas aquelas situações nas que a pessoa perde o controle. Como existe um anseio para que tudo se encaixe perfeitamente nos planos e garanta que suas expectativas se concretizem, qualquer elemento que não se encaixa pode desencadear um bloqueio cognitivo, e muita angústia.

É fundamental compreender que vivemos rodeados pela incerteza. Nem sempre, dar o melhor de nós é garantia de bons resultados. Aceitar que essa condição, de que sempre haverá dúvidas, é o que lhe ajudará a sofrer menos quando algo fuja do seu controle.

Felicidade não se trata de um estado de plenitude constante e esta idealização inevitavelmente leva ao sofrimento por se tratar de uma expectativa inalcançável, além de estar muito distante do funcionamento humano. 

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Por último, mas não menos importante, aquelas pessoas que decidem entrar na ditadura da felicidade e estruturar sua vida em função dessa ilusão, acabam desaprendendo a valorizar o que realmente importa e, muitas vezes, subvertendo as necessidades básicas da vida.

A pessoa confunde desejos com realidade, se lança a trilhar um caminho rumo à felicidade que não tem nada de pessoal, que não se aplica à sua realidade, e somente gera frustrações.

Não existe receita para a felicidade, e o que a sustenta não é igual para todas as pessoas. Seguir padrões enlatados é o caminho mais rápido para a frustração, além de ajudar a alimentar uma postura narcisista, que coloca em cheque a capacidade de ver a felicidade nas pequenas coisas e nos imprevistos.

Fotos: MundoPsicologos.com

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